A articulação nacional em torno da
pré-candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da
República enfrenta entraves estratégicos na Região Nordeste. Durante coletiva
de imprensa realizada, na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o jornalista Carlino
Souza questionou formalmente o presidenciável acerca da falta de coesão
interna no PSD (Partido Social Democrático), evidenciando o distanciamento de
importantes lideranças regionais.
O questionamento técnico expôs a
fragmentação da base de apoio a Caiado, destacando que dois governadores do PSD
no Nordeste já sinalizaram que não darão palanque ao correligionário, optando
pelo alinhamento e voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Raquel Lyra (PSDB), de Pernambuco, e
Fábio Mitidieri (PSD), de Sergipe.
Ao confrontar Caiado com a dura
realidade de sua base aliada local, o comandante do programa Realidade
(FM Itabaiana 93.1) trouxe à tona os bastidores de um racha motivado por dois
fatores centrais:
Interlocutores de bastidores apontam os
seguintes fatores para esse racha:
- Postura
de Confronto:
Diferente de outros nomes de centro, Caiado adota uma linha de ataque
frontal e histórico a Lula. Aliados desses governadores admitem que abrir
palanque para um candidato com esse perfil no Nordeste é politicamente
inviável devido à forte popularidade do petista na região.
- O
Modelo MDB de 2022:
Analistas de bastidores indicam que a postura do PSD nordestino deve
repetir o desenho do MDB nas últimas eleições presidenciais, quando Simone
Tebet era a candidata oficial da legenda, mas grande parte das lideranças
regionais migrou para a campanha de Lula.
Caiado, afirmou que terá condições de se
apresentar nos demais estados do Nordeste, onde Lula sempre levou grande vantagem.
Citou como exemplo que na Bahia e no Ceará os favoritos são ACM Neto (União
Brasil) e Ciro Gomes (PSDB), respectivamente.
A intervenção precisa de Carlino Souza na coletiva expôs publicamente o tamanho do desafio que o pré-candidato do PSD terá pela frente: contornar o pragmatismo das bancadas estaduais e garantir que a sua legenda não seja apenas um partido formalmente apoiando seu nome, mas uma força de fato unida nas urnas.
Para entender melhor a dinâmica e o impacto desse racha partidário na região Nordeste, vale a pena conferir a análise detalhada sobre como as alianças regionais do PSD estão se desenhando no vídeosobre o isolamento de Caiado no Nordeste, que mostra as costuras políticas e os palanques que devem se consolidar para as próximas eleições.
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